Não tratem o lixo como lixo

É impressionante constatar a forma como todo o universo dispõe de meios que se resolvem por si só. Estrelas morrem e outras nascem sem que nada se perca, existindo sempre uma metamorfose de toda matéria em algo novo, e útil. Quando falamos de lixo não existe excepção, claro que para tal é necessários que lhe demos uma mãozinha. Para este fim, foram criadas estruturas com o intuito de minimizar ao máximo o impacte ambiental que a crescente produção de resíduos causariam, transformando assim tudo que deitamos fora em matéria-prima.


Processo de transformação de resíduos

Vejamos alguns desses métodos de tratamento. A compostagem, por exemplo, é um processo biológico de reciclagem de matéria orgânica, que, por si só, utiliza meios naturais de decomposição. Através de microrganismos, oxigénio do ar, calor e humidade, este método transforma todo o nosso lixo orgânico em fertilizante rico, e muito útil na agricultura. A utilização de oxigénio neste processo concede-lhe o nome de aeróbia, e revela-se mais eficiente já que apresenta resultados mais rápidos. Ao método de compostagem que é realizado na ausência de oxigénio chamamos de compostagem anaeróbia. Se por um lado esta ausência torna o processo mais moroso e dispendioso, e logo menos eficiente na produção de fertilizante, por outro lado, gera energia através do biogás libertado, e por ser mais demorado tem a capacidade de dissolver materiais pesados ou ferrosos.

Já a incineração é um processo no qual, através da combustão, os resíduos são destruídos por via térmica, permitindo a redução do seu volume de cerca de 90%. Para o efeito, é importante que esses resíduos tenham alto poder calorífico maximizando a queima. Através deste processo, é obtida recuperação energética e até as cinzas resultantes do tratamento de incineração representam matéria-prima, que pode ser usada para cobertura de aterros possibilitanto assim uma impermeabilização capaz de proteger os solos de lixiviados. Os aterros são outro exemplo a mencionar quando se trata de determinados resíduos que não são admissíveis nos processos anteriormente mencionados e ate mesmo resultantes deles.

Não poderia terminar sem mencionar os lixiviados ou águas lixiviantes que podem ser definidos como o líquido que infiltrou pelos resíduos sólidos extraindo materiais suspensos e dissolvidos. Os lixiviados, dado serem responsáveis pela grande maioria dos problemas ambientais provocados pela deposição de resíduos, tem que ser convenientemente contidos, recolhidos, tratados e monitorizados.

Para uma maior eficácia destes processos é preciso que haja uma filtragem dos resíduos, procedendo a uma triagem e separação por géneros. Neste sentido, são utilizados depósitos específicos, onde todo resíduo urbano é acumulado para que posteriormente seja seleccionado e transportado para os seus pontos de valorização.

(Ver post “Visita à Lipor 1”)

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